Sessenta anos;
sonhei festejá-los com a Amizade,
o companheirismo, a Felicidade,
mas não deu.
Aniversário (quase) solitário:
existo eu e os meus sonhos,
e tantos silêncios tristonhos,
mas conforto quanto basta
pela surpresa da Susi (!)
Sessenta anos;
recusei convívio de " amigos",
em festejos tradicionais,
não por estafado capricho ,
nem por simples teimosia,
mas apenas porque teimam
em não respeitar meu presente,
em não aceitar uma vida,
"Vida de paixão e tormento",
que só a mim me estrutura
e me diz absoluto respeito!
Sessenta anos;
apenas quiz mostrar a todos
com bom senso e galhardia,
que estou vivo, muito vivo,
cultivando a chama da alegria,
entre tantos desenganos...
António Luíz, 08-09-2008
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domingo, 12 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
DO INICIO AO PRENUNCIO DO FIM
Um dia, subitamente,
como já não o visse há anos,
olhei o mar!
Vi-o sereno, tranquilo, condescendente,
e sobre ele uma brisa ténue e fugidia,
e nela dançavam radiosas borboletas,
felizes no seu vai-vém,
como se pincelassem rabiscos coloridos
em tela imaginária!...
Naquele mar eu vi ternura,
estremeci pleno de vida,
gritei pojante pela paixão,
e decidi aventurar-me numa viagem,
feita de embalo e regozijo,
pois por certo eu perderia
as garras de sangue da solidão!
Valeria sempre a pena humana aventura,
um tão fácil e imperdível navegar,
sobre um mar sereno, de paz onírica,
ja que impensável seria naufragar!...
Parti agarrado ao leme,
qual comandante eufórico e feliz,
mas a viagem não foi longa,
por absurda intempérie descomunal,
e a um porto vizinho tive que encostar,
dado o iminente risco de naufragar!...
Hoje há um cais de subtil amarração,
não vislumbro as dançarinas borboletas,
mantenho-me seguro em cais de abrigo,
esperando sonhador por nobre brisa,
que me alcandore e me submeta
às Leis da bela Natura,
mas também da confiança e do amor!
Antonio Luíz ( 07-07-2009) - VN Gaia
como já não o visse há anos,
olhei o mar!
Vi-o sereno, tranquilo, condescendente,
e sobre ele uma brisa ténue e fugidia,
e nela dançavam radiosas borboletas,
felizes no seu vai-vém,
como se pincelassem rabiscos coloridos
em tela imaginária!...
Naquele mar eu vi ternura,
estremeci pleno de vida,
gritei pojante pela paixão,
e decidi aventurar-me numa viagem,
feita de embalo e regozijo,
pois por certo eu perderia
as garras de sangue da solidão!
Valeria sempre a pena humana aventura,
um tão fácil e imperdível navegar,
sobre um mar sereno, de paz onírica,
ja que impensável seria naufragar!...
Parti agarrado ao leme,
qual comandante eufórico e feliz,
mas a viagem não foi longa,
por absurda intempérie descomunal,
e a um porto vizinho tive que encostar,
dado o iminente risco de naufragar!...
Hoje há um cais de subtil amarração,
não vislumbro as dançarinas borboletas,
mantenho-me seguro em cais de abrigo,
esperando sonhador por nobre brisa,
que me alcandore e me submeta
às Leis da bela Natura,
mas também da confiança e do amor!
Antonio Luíz ( 07-07-2009) - VN Gaia
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Tempo além do tempo
Quero tempo de viver,
preciso de tempo,
de muito mais tempo,
porque um dia saís-te de mim
e leváste-me o meu tempo.
Por distanciação no tempo
e sem vontade expressa,
apoderáste-te do meu tempo,
o tempo alegre,
o da compaixão,
o do convívio
e da compreensão!
Hoje vivo outro tempo:
o tempo do inconformismo,
e o tempo que gira
em meu redor,
que é o da incompreensão,
o da marginalisação,
um tempo sem clarificação
e sem qualquer temporalidade!
Eu, que até dominava o tempo,
perdi assim de repente
todo o meu querido tempo.
Pela paixão
recriei um outro tempo,
tempo de sentir,
tempo de amar e florescer,
mas ainda e sempre de saudade
por vezes de solidão:
- é o meu tempo moderno,
assaz emotivo,
também de compensação,
mas em simultâneo
um tempo gélido
por ser tempo de incompreensão,
tempo de descriminação,
que eu devo compreender,
mas que tanto afecta
meu tempo de viver!
Odeio agora o tempo,
aquele que eu não temia
o mesmo que eu dominava!
Agora fragmento o tempo
para o preencher e aceitar,
e juro que nunca
mas nunca
me deixarei por ele dizimar,
pois é um tempo que entristece
e por vezes me faz calar.
Refugio-me silenciosamente
no tempo dos meus silêncios,
deixando-me assim dominar;
assim controlo o meu tempo,
o tempo que me vai restando
mas que sempre me estimula
incentiva e agiganta
na procura de um novo tempo,
tempo de nova vida,
de afeição, e ternura,
tempo de concórdia familiar,
tempo de criatividade,
tempo de inovação de sentimentos,
tempo de humanismo
e de aproximação vital
entre todos os nossos tempos.
Suplico apenas,
mais tempo de viver,
um tempo de sublime vivência,
ou serei forçado a inventar
um pouco mais de tempo
além do meu actual
mas tão curto
e tumultuoso tempo!...
António Luíz ( 21-05-2009)
preciso de tempo,
de muito mais tempo,
porque um dia saís-te de mim
e leváste-me o meu tempo.
Por distanciação no tempo
e sem vontade expressa,
apoderáste-te do meu tempo,
o tempo alegre,
o da compaixão,
o do convívio
e da compreensão!
Hoje vivo outro tempo:
o tempo do inconformismo,
e o tempo que gira
em meu redor,
que é o da incompreensão,
o da marginalisação,
um tempo sem clarificação
e sem qualquer temporalidade!
Eu, que até dominava o tempo,
perdi assim de repente
todo o meu querido tempo.
Pela paixão
recriei um outro tempo,
tempo de sentir,
tempo de amar e florescer,
mas ainda e sempre de saudade
por vezes de solidão:
- é o meu tempo moderno,
assaz emotivo,
também de compensação,
mas em simultâneo
um tempo gélido
por ser tempo de incompreensão,
tempo de descriminação,
que eu devo compreender,
mas que tanto afecta
meu tempo de viver!
Odeio agora o tempo,
aquele que eu não temia
o mesmo que eu dominava!
Agora fragmento o tempo
para o preencher e aceitar,
e juro que nunca
mas nunca
me deixarei por ele dizimar,
pois é um tempo que entristece
e por vezes me faz calar.
Refugio-me silenciosamente
no tempo dos meus silêncios,
deixando-me assim dominar;
assim controlo o meu tempo,
o tempo que me vai restando
mas que sempre me estimula
incentiva e agiganta
na procura de um novo tempo,
tempo de nova vida,
de afeição, e ternura,
tempo de concórdia familiar,
tempo de criatividade,
tempo de inovação de sentimentos,
tempo de humanismo
e de aproximação vital
entre todos os nossos tempos.
Suplico apenas,
mais tempo de viver,
um tempo de sublime vivência,
ou serei forçado a inventar
um pouco mais de tempo
além do meu actual
mas tão curto
e tumultuoso tempo!...
António Luíz ( 21-05-2009)
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segunda-feira, 16 de março de 2009
Nem sempre se tolera a Poesia
Afastei-me cabisbaixo da sala,
numa tarde tão serena de um Domingo;
Esmoreci no início de um serão
que poderia ter sido de ternura e poesia!
Mas havias desdenhado com alguma frialdade
ou , pelo menos, em atitude não gentil
não quiseste apreciar meus versos,
com humildade dedicados
a uma árvore , que simplesmente vive,
espetada à beira da auto-estrada!...
Saí da sala entristecido, magoado,
e naquele momento terminou o nosso serão!
Continuei preso à poesia naquela tarde...
Mas tu que te excedes em sonhos,
que pões cá fora emoções tão lindas,
ilusões, e tantas vezes tuas fantasias,
e que iludes a própria vida
sem medos e sem constrangimentos;
Tu que tens a Vida e a Paixão nas mãos,
e te tornas soberbamente única
conseguindo isolar-te (amando) no meio da multidão,
espalhando sensualidade a quem tanto amas,
- ? porque não gostas de poesia,
se toda tu, Mulher, és poesia!
( António Luíz , 15-03-2009 )
numa tarde tão serena de um Domingo;
Esmoreci no início de um serão
que poderia ter sido de ternura e poesia!
Mas havias desdenhado com alguma frialdade
ou , pelo menos, em atitude não gentil
não quiseste apreciar meus versos,
com humildade dedicados
a uma árvore , que simplesmente vive,
espetada à beira da auto-estrada!...
Saí da sala entristecido, magoado,
e naquele momento terminou o nosso serão!
Continuei preso à poesia naquela tarde...
Mas tu que te excedes em sonhos,
que pões cá fora emoções tão lindas,
ilusões, e tantas vezes tuas fantasias,
e que iludes a própria vida
sem medos e sem constrangimentos;
Tu que tens a Vida e a Paixão nas mãos,
e te tornas soberbamente única
conseguindo isolar-te (amando) no meio da multidão,
espalhando sensualidade a quem tanto amas,
- ? porque não gostas de poesia,
se toda tu, Mulher, és poesia!
( António Luíz , 15-03-2009 )
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Jantar-convívio de Natal
Muitos comem, bebem, outros dançam alegremente;
... Há ruídos absurdos?
- Não, são de festa e de exorcisação,
de absoluta libertação das canseiras,
dos monstros quotidianos
e da nossa vergonhosa submissão aos ditames do trabalho,
e às incertezas da própria existência!....
Alguns comem, outros bebem;
Outros demais saltam e riem desaforadamente;
...Há ruídos estranhos? Porventura ignóbis?
- Não, são de alegria e de escárnio,
pelo caminho que traçamos sem rumo, ou sem rede,
imbuídos da febre de conquista
dos nossos sonhos e excessivas ambições,
que teimamos sem escrúpulos atingir,
mesmo que estrangulados e dilacerados
antes do clímax final!....
Enquanto a noite passa turbulenta,
uns tagarelam, raros bebem, muitos dançam,
outros ao longe fumam num canto inconsequentemente;
...Haverá nesta amálgama quem ouça silêncios
acolhedores, vitais, reconfortantes?
- Sim, há quem veja ali amor,
aromas de rosas sem espinhos,
animais selvagens por eles próprios domados,
Espalhando a paz, e convívio em felicidade!
- Sim, há quem sinta sem temor,
que um dia ambicionaremos só carinhos,
e deste frenesim seremos escoltados
até aos campos da concórdia e da equidade!
... Há ruídos absurdos?
- Não, são de festa e de exorcisação,
de absoluta libertação das canseiras,
dos monstros quotidianos
e da nossa vergonhosa submissão aos ditames do trabalho,
e às incertezas da própria existência!....
Alguns comem, outros bebem;
Outros demais saltam e riem desaforadamente;
...Há ruídos estranhos? Porventura ignóbis?
- Não, são de alegria e de escárnio,
pelo caminho que traçamos sem rumo, ou sem rede,
imbuídos da febre de conquista
dos nossos sonhos e excessivas ambições,
que teimamos sem escrúpulos atingir,
mesmo que estrangulados e dilacerados
antes do clímax final!....
Enquanto a noite passa turbulenta,
uns tagarelam, raros bebem, muitos dançam,
outros ao longe fumam num canto inconsequentemente;
...Haverá nesta amálgama quem ouça silêncios
acolhedores, vitais, reconfortantes?
- Sim, há quem veja ali amor,
aromas de rosas sem espinhos,
animais selvagens por eles próprios domados,
Espalhando a paz, e convívio em felicidade!
- Sim, há quem sinta sem temor,
que um dia ambicionaremos só carinhos,
e deste frenesim seremos escoltados
até aos campos da concórdia e da equidade!
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sábado, 11 de outubro de 2008
O Mar - Analogia Dramática
A propósito da frase: "O Mar, em seu lugar....pôr um Relâmpago!"
- Oh mar que és tão leviano,
que n' areia te deleitas,
outras vezes tigre, desumano,
orgias de horror não rejeitas.
Usas a morte como amante,
acalmando o teu desespero,
sei que és torpe, e arrogante,
...porque te olham com esmero!?
Tens encanto, és magnificente,
tão soturno ficas ao luar,
...estímulo de paixão, sede de amar!
Por vezes és gélido, e maquiavélico,
temo que alguém se te compare,
se exceda, transfigure em ti, doce mar!
- Oh mar que és tão leviano,
que n' areia te deleitas,
outras vezes tigre, desumano,
orgias de horror não rejeitas.
Usas a morte como amante,
acalmando o teu desespero,
sei que és torpe, e arrogante,
...porque te olham com esmero!?
Tens encanto, és magnificente,
tão soturno ficas ao luar,
...estímulo de paixão, sede de amar!
Por vezes és gélido, e maquiavélico,
temo que alguém se te compare,
se exceda, transfigure em ti, doce mar!
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
perfil autobiográfico
Antonio pinto Oliveira, nasceu no Concelho de Espinho em 08-09-1948, viveu em Luanda entre 1954 e 1975, onde concluiu o Curso de Medicina e Cirurgia, em 1974.
Especializou-se em Orto-Traumatologia, no Porto, e Reparação do Dano Corporal (Estudos Médico-Juridicos) em Coimbra.
Escreveu um 1º livro de poesia em 1964 " Nostalgia", e um 2º livro em 1965 " Liricas".
Por dedicação profissional, apenas fez esporadicamente poemas até que concretizou um 3º livro " Eu e o Silêncio" em 1994 ( Edição própria), reeditado em 2008 após revisão ( Edições ECOPY).
Nos ultimos anos publicou poemas, e diversos artigos de opinião e crítica em Jornais do Porto, Espinho e Lamego.
Publicou e editou um outro livro de poesia " VIDA - Paixão e Tormento" ( Edições ECOPY) em 2008.
Tem na forja um outro livro intitulado " Andanças do pensamento: 12 temas polémicos", a publicar nos primeiros meses de 2009.
Tem em preparação (estudo) a sua autobiografia médica " Vicissitudes de uma carreira médica inesperada - Memórias".
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